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Rodeada pelos montes da Serra da Mantiqueira, no município de Santo Antônio do Pinhal, SP, a casa não poderia ser mais acolhedora.

Foi projetada pelos arquitetos Márton Gyuricza e Andrés Gálvez, do escritório paulistano Gálvez e Márton Arquitetura e têm como marcas registradas a estrutura em aço corten aparente, a madeira, e os grandes panos de vidro que permitem vistas panorâmicas da paisagem e da Pedra do Baú, no horizonte.

Os proprietários solicitaram uma residência serrana, simples, durável e despojada, que aproveitasse o clima e a natureza.

Nesta região chove muito no verão e pouco no inverno. Os arquitetos sugeriram que a estrutura fosse construída em aço, e rapidamente ser coberta. Desta forma, a obra poderia continuar, mesmo durante as chuvas.

O programa foi organizado em aproximadamente 500 m² e dividido em dois pavimentos: “Procuramos orientar as áreas de maior permanência para a paisagem e para o norte, e os serviços e circulação para a rua. Apesar da casa ser muito transparente, esta organização preserva sua privacidade.”, explica o arquiteto Márton Gyuricza.

A integração dos espaços é outro ponto forte do projeto: “O acesso principal da casa fica alinhado à escada que desce para a piscina, e articula as áreas intimas, social e lazer.”

Com grandes panos de vidros temperados fixos, as salas de estar e jantar captam muita luz natural. Para completar, o piso é um assoalho de tábuas de madeira tauari, macho e fêmea, aparafusado sobre a estrutura de madeira. “Nesta região serrana, o inverno é bem frio, mas mesmo sendo aço e vidro, a casa é quente. O segredo é poder fechá-la bem.”

A varanda, rodeada por um grande banco de madeira em formato de “U”, oferece prazerosos momentos de descanso e contemplação. Um lugar para tomar sol, sentir o vento bater no rosto e apreciar tranquilamente a paisagem. “O pergolado em balanço sombreia parte da varanda e cria uma área natural de estar.”, completa Márton.

A ala íntima é composta por três suítes, conectadas por uma galeria linear, fechada por um painel de madeira de demolição e vidro temperado. Todos os quartos e banheiros são transparentes de piso a teto. O quarto do casal tem o canto envidraçado, e está em balanço sobre as árvores do terreno: “Quase voando!”, ressalta.

Integrada à sala de jantar, a cozinha é uma extensão do setor social: “Projetamos uma bancada em forma de “L”, de granito preto São Gabriel, para o fogão ficar no centro da cozinha, olhando o jantar para os montes. Quem cozinha, sente-se parte do social, pode convidar os amigos pra dentro ou participar das conversas de quem está sentado à mesa.”

De dia, a cozinha é iluminada naturalmente, pela cobertura de vidro. Para controlar a luz, um pergolado de madeiras de demolição é simplesmente apoiado sobre as abas inferiores das vigas de aço corten. A coifa, feita por encomenda em chapa metálica pintada com tinta automotiva vermelha, descontrai o ambiente. As paredes, pintadas de azul, foi escolha da artista plástica Marilu Beer, de São Paulo, SP.

No piso inferior, há um hall de apoio, sala de TV e leitura, solário, piscina e ducha. Para deixar o espaço mais “vivo”, Marilu sugeriu tinta no tom goiaba, para as paredes, e azul escuro, para o teto. O piso de tijolo é confortável para se pisar descalço.

A piscina, revestida em pastilhas de vidro na cor café, é um espelho que reflete tudo ao redor: árvores, montes, nuvens, céu e sol. Devido ao sistema de aquecimento solar, pode ser usada tanto em qualquer estação do ano: “Principalmente no inverno, quando o céu está sempre azul.”, diz Márton. Sua superfície de água é de aproximadamente 30 m² e 1,30 m de profundidade. Foi construída em alvenaria estrutural de blocos de concreto e impermeabilizada com manta asfáltica.

As fundações de toda a casa, foram feitas com brocas e tubulões escavados manua

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